Poesia

Soneto vinho tanto

O cavalheiro tão distinto
estendeu seu lindo manto,
à moça foi sucinto
que lhe causou espanto!

Qual presa em labirinto
ela ensaiou seu pranto
e como por instinto
se encostou num canto...

Mas veio o vinho tinto
que a moça bebeu tanto:
parou no copo quinto!

E veio o acalanto,
e o escuro do recinto
fez-se um silêncio santo...

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De Jota Ninos, poeta e jornalista santareno.

Comentários

Anônimo disse…
Caro Jeso,
Transmita ao Ninos que o seu "Soneto ao vinho tanto" é, simplesmente, pai d´égua!
Ubirajara Bentes
Anônimo disse…
Caro Jeso,
Transmita ao Ninos que o seu "Soneto ao vinho tanto" é, simplesmente, pai d´égua!
Ubirajara Bentes