O juiz pode ser ele mesmo?

Dedico-me a essa desafiante reflexão para tentar discorrer sobre a essência de ser juiz, ou sobre o juiz ser ele mesmo, sem deixar inflar o ego pelo vírus da vaidade tentadora que o mal preparo leva ao cargo e também, não raro, leva ao desastroso exercício da magistratura.

De início, faço uma distinção entre ser juiz e o que é apenas representar ser juiz. A diferença é importante para a compreensão do tema desta reflexão – reflexão de minha singela alma: ser juiz exprime a identidade imanente, o conteúdo-essência daquele que assume a função para o bem servir a Justiça e para ser o principal promotor da Justiça.

De outro lado, representar ser juiz expressa a condição daquele que representa, e com inegável maestria, o papel de juiz, mas não serve a Justiça, mas dela se utiliza para fins nem sempre revelados. (...)

Trecho do novo artigo do juiz federal do trabalho Océlio Morais, diretor do fórum trabalhista de Macapá (AP).

Ele escreve todas as sextas-feiras no blog.

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