(...) Depois de muitas reclamações da minha esposa e do meu filho de cinco anos, de que eu não parava em casa, de que nos finais de semana em vez de ficar com eles eu ia para a escola fazer trabalhar, resolvi mudar e fazer um projeto dentro da minha carga horária. Estimulado pela Secretaria Executiva de Educação, através da 5ª. Unidade Regional de Educação, e gestores da escola, fiz o projeto que foi enviado para Belém (para variar) para decidirem pela aprovação ou não.
Depois de dois meses do inicio das aulas, veio à resposta. Fui informado de que “o lugar do professor é dentro da sala de aula”. Aí lembrei-me do colega professor que tem mais de 20 anos de experiência “não adianta tu fazer esse trabalho, eles nunca vão reconhecer”, quatro anos depois, o Estado, através da Seduc, me colocou diante da realidade nua e crua “o lugar de professor é na sala de aula”. (...)
Trecho do artigo O educador institucionalizado e a premiação do ócio, de Daniel Fernandes, professor da rede pública estadual de ensino em Santarém.
Comentários
Minhas homenagens efusivas ao Prof. Daniel Fernandes.