Poesia

A Gênesis da Pérola

Tribo
Tambor, maracá
Muiraquitã, sorte e dar
Barro enseada esculpindo o pensar
Nurandalu a cuidar
O ritual tupaiu ao luar
Preces refletem ao louvar
Na imensidão paraná!

Erá erê
Curi catu
Festa no céu tupaiu

Sebastião beija-flor deus do amor
Linda potira encantou
O sangue luso mesclado ao tupi
Do amor nasceu Borari
Moaçara dos Tapajós

Veio de rio...
Barco a singrar
Nessa missão de aqui ensinar foi dominado
o lugar
Tribo, tambor, maracá.

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De Antônio Álvaro, Beto Paixão e Samuel Lima, poetas e compositores santarenos.

Comentários

Anônimo disse…
Putis grila, vai fazer rima pobre assim na casa do cassete. Essa coisa de arrumar rima com o verbo no tempo infinitivo é muito primitiva, cara. E depois a rima de "encantou" com "amor"... Paupérrima. E finalmente: "maracá" não rima com "singrar". Só mesmo nessa letra - que tem até uma coisitas boazinhas, mas a pérola perdeu-se na falta de criatividade do "poeta" (poeta?).
Eras... Parece coisa de índio mesmo.
Anônimo disse…
Ô menino, pra começar, CACETE é escrito assim.
Procuras saber a origem da letra, pois pelo jeito tu não sabes nem o que é GÊNESIS.
Vais ler o Tupaiulândia e tentas fazer uma poesia como essa, sucinta, com tuas rimas ricas.
Não esquece : aprenda antes a escrever corretamente.
Anônimo disse…
Rica em alegorias, forte nas metáforas, o poema A gênesis da Pérola, burilada a seis mãos, deveria ser utilizado nas aulas iniciais sobre a história de Santarém, seja nas escolas públicas e/ou particulares. Fatos, personagens, raças, geografia, sons e nações indígenas estão aí sintetizadas, como clarão que risca o céu. Em particular, chamou-me atenção a riqueza metafórica presente no verso "Veio de rio", numa referência tanto à chegada do homem "de sangue luso" nas "terras borari", como ainda no sentido dele, o português, encontrar aqui o "veio" do rio (Tapajós), com sua pujante riqueza - tribo, tambor, maracá, potira, paraná. Uma bela imagem, que vem à superfície pelas mãos do três poetas. Parabéns triplo! Acertaram no "veio".

Melo Merquior
Anônimo disse…
Rica em alegorias, forte nas metáforas, o poema A gênesis da Pérola, burilada a seis mãos, deveria ser utilizado nas aulas iniciais sobre a história de Santarém, seja nas escolas públicas e/ou particulares. Fatos, personagens, raças, geografia, sons e nações indígenas estão aí sintetizadas, como clarão que risca o céu. Em particular, chamou-me atenção a riqueza metafórica presente no verso "Veio de rio", numa referência tanto à chegada do homem "de sangue luso" nas "terras borari", como ainda no sentido dele, o português, encontrar aqui o "veio" do rio (Tapajós), com sua pujante riqueza - tribo, tambor, maracá, potira, paraná. Uma bela imagem, que vem à superfície pelas mãos do três poetas. Parabéns triplo! Acertaram no "veio".

Melo Merquior
Anônimo disse…
Isso cantado pelo Nato é coisa de arrepiar. Salve nossa música!
Anônimo disse…
Parabéns aos poetas Mocorongos. São pérolas lindas como esta que nos orgulham de ser Santarenos.
E tai uma belissima dica para os dois botos no festival do Çairé deste ano. Aproveitem que o tema é muito rico e dá para explorar bastante.
Jorge Cavalléro