Poesia

Sofrência

Caminhei! Mudei os rumos da ilusão
Transpus barreiras sem alardes
Cheguei ao topo da razão
Galguei os passos do destino
Fingi olhar com o coração
Tentei viver em desatino
Busquei amor, pedi perdão
Corri! Para bem longe da escória
Fugi com medo da História
Que o ser humano transformou
E agora!... se eu caminhei.. não sei
Se eu transpus... não sinto
Se eu cheguei... não vejo
Eu só sei que nada sei!
Só sei... que eu fingi
Que eu tentei
Que eu corri
... e me machuquei.

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De Neuton Pantoja, poeta, cantor e compositor belterrense. O poema, musicado pelo autor, virou título do segundo CD do artista, a ser lançado em maio.

Comentários

Anônimo disse…
Li ao menos três vezes o poema do senhor Neuton Pantoja e confesso que não conseguir alcançar um entendimento claro de seu texto. Talvez seja justamente essa sua intenção, qual poetas simbolistas ou de outra escol que abriga os vates cujo verbo/verso tem exatamente essa intenção: descontruir a idéia do texto/poesia como meio para uma mensagem.
Se for esse o alvo do poema "Sofrência", acertou-o em cheio o poeta. Sofre o leitor e exige-se dele paciência em ler uma, duas, três, quatro, cinco, enes vezes para, no balanço final, concluir que é vã a sua tentativa de buscar significados, signos dos significantes que o poeta joga nos olhos do leitor.

Melo Merquior
Anônimo disse…
Tem algo de português o Sr. Neuton Pantoja. É como o Fado...só o entende quem o sente...

Helena
Anônimo disse…
Ninguém entende o Pantoja, nem ele mesmo conseguiu se entender até hoje.
Aí que está a arte dele, ninguém entende, então por isso, todos acham a poesia muito... "profunda".