Sofrência
Caminhei! Mudei os rumos da ilusão
Transpus barreiras sem alardes
Cheguei ao topo da razão
Galguei os passos do destino
Fingi olhar com o coração
Tentei viver em desatino
Busquei amor, pedi perdão
Corri! Para bem longe da escória
Fugi com medo da História
Que o ser humano transformou
E agora!... se eu caminhei.. não sei
Se eu transpus... não sinto
Se eu cheguei... não vejo
Eu só sei que nada sei!
Só sei... que eu fingi
Que eu tentei
Que eu corri
... e me machuquei.
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De Neuton Pantoja, poeta, cantor e compositor belterrense. O poema, musicado pelo autor, virou título do segundo CD do artista, a ser lançado em maio.
Caminhei! Mudei os rumos da ilusão
Transpus barreiras sem alardes
Cheguei ao topo da razão
Galguei os passos do destino
Fingi olhar com o coração
Tentei viver em desatino
Busquei amor, pedi perdão
Corri! Para bem longe da escória
Fugi com medo da História
Que o ser humano transformou
E agora!... se eu caminhei.. não sei
Se eu transpus... não sinto
Se eu cheguei... não vejo
Eu só sei que nada sei!
Só sei... que eu fingi
Que eu tentei
Que eu corri
... e me machuquei.
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De Neuton Pantoja, poeta, cantor e compositor belterrense. O poema, musicado pelo autor, virou título do segundo CD do artista, a ser lançado em maio.
Comentários
Se for esse o alvo do poema "Sofrência", acertou-o em cheio o poeta. Sofre o leitor e exige-se dele paciência em ler uma, duas, três, quatro, cinco, enes vezes para, no balanço final, concluir que é vã a sua tentativa de buscar significados, signos dos significantes que o poeta joga nos olhos do leitor.
Melo Merquior
Helena
Aí que está a arte dele, ninguém entende, então por isso, todos acham a poesia muito... "profunda".