Hora da Prece
Poetas, meu Deus,
No instante em que os levas
Reduzes a trevas
Intenso clarão!
Cantando os Teus astros
Se vivem os vates
Por que os abate,
Os matas, então?
A Lua lagrima...
Seu pranto orvalhado
Faz úmido o prado,
E diz ela assim:
"Dos lindos poemas
Eu sou testemunha
Que o Bardo compunha,
Olhando pra mim."
A bela Cidade
Que tanto ele amava
E em versos cantava
De raro primor
À beira do esquife
Detém-se, rezando,
A atira, chorando,
Lá dentro uma flor!...
Saudade... Tristeza...
Nos olhos da gente
A lágrima ardente
Desponta, indiscreta...
A estrela se apaga...
A rosa fenece...
A hora é de prece:
Morreu o Poeta!
-------------------
De Emir Bemerguy, poeta santareno. Essa poesia é do dia 14 de abril de 1974, feita em memória de Paulo Rodrigues dos Santos, amigo de Emir.
Poetas, meu Deus,
No instante em que os levas
Reduzes a trevas
Intenso clarão!
Cantando os Teus astros
Se vivem os vates
Por que os abate,
Os matas, então?
A Lua lagrima...
Seu pranto orvalhado
Faz úmido o prado,
E diz ela assim:
"Dos lindos poemas
Eu sou testemunha
Que o Bardo compunha,
Olhando pra mim."
A bela Cidade
Que tanto ele amava
E em versos cantava
De raro primor
À beira do esquife
Detém-se, rezando,
A atira, chorando,
Lá dentro uma flor!...
Saudade... Tristeza...
Nos olhos da gente
A lágrima ardente
Desponta, indiscreta...
A estrela se apaga...
A rosa fenece...
A hora é de prece:
Morreu o Poeta!
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De Emir Bemerguy, poeta santareno. Essa poesia é do dia 14 de abril de 1974, feita em memória de Paulo Rodrigues dos Santos, amigo de Emir.
Comentários
Fa úmido o prado
ou é: faz ...
Afora este detalhe, mesmo sendo o correto como está, o poema é lindo e profundo, instigante e revelaldor de uma pessoa erudita e profundamente sensível. Sorte de quem o teve ou o tem como amigo.
Parabéns Emir Bemerguy.