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Jeso Carneiro

Santarém (Tapajós, Amazônia) e cercanias - fatos, fotos e opiniões.



domingo, janeiro 27, 2008

Em defesa da Cerpa

Do leitor Carlos Meschede, leia-se Bar Mascote, sobre a nota (e comentário) Choque no chopp:

Prezado Jeso,

Dizem que santo de casa não faz milagre. Isso me lembra nosso saudoso compositor Laudelino Silva, que compôs um samba em homenagem ao São Francisco Futebol Clube, quando o time venceu o Remo, de Belém, com uma memorável goleada de 5 a 1. Dizia a letra da música:
“Santo de casa não faz milagre/ Mas o São Francisco faz/ Deu no Remo de 5 a 1/ Se quisesse daria de mais”.

Cito esse verso, em resposta ao anônimo que desmereceu nossa cerveja Cerpa. Só o fato de ela existir enfrentando as gigantes do setor, já é um milagre de um santo de casa. Conheço agressões à marca por parte da concorrência, de estarrecer qualquer cidadão, como a campanha movida pelo então distribuidor da Brahma em Belém, logo após o lançamento da Cerpa Chopp, a primeira cerveja fabricada pela Cerpasa. Ele a colocava para gelar, transferindo-a para o sol em seguida, e depois a distribuía gratuitamente nos bares de Belém para gerar fama de que a cerveja não prestava.

Ao longo desses anos todos, ela sobrevive, exatamente porque faz uma cerveja de qualidade, não só a Cerpimha, presente nas melhores casas do ramo em todo o Brasil, quanto a draft beer, conhecida mais em nosso Estado.

Nossa fama de desmerecer o que é nosso é um costume antigo entre os paraenses. Certa vez, conversando em Salinas com o antigo dono da Paraense Transportes Aéreos, uma empresa de aviação genuinamente paraense, ele se queixou desse costume que temos, e citou algumas frases cunhadas com as iniciais “PTA” de sua empresa. Cito duas que me vêm à lembrança
agora: “Por que Tanto Atrasas” e “ Prepara Tua Alma”.

No Bar Mascote, onde trabalho, gosto de submeter à degustação de turistas não paraenses, portanto não sujeito aos efeitos da mídia, nossa Cerpa junto com outra cervejas concorrentes. Em cada 5 consultas, ela vence em 3.

Na quarta-feira passada, um turista americano, passageiro do navio ancorado em nosso porto, fez um elogio espontâneo a nossa Cerp Draft Beer, mostrando a garrafa e levantando o dedo polegar para cima. Cito também os clientes cativos, que são muitos, entre os quais o nosso saudoso José Fernando, que levantava da mesa do bar que não tinha Cerpa para vender, para ir procurar outro que dispusesse do produto.

Faço essa defesa não só por ela ser uma cerveja paraense, mas por ela estar entre uma de minhas preferidas.

11 Comentarios:

Anonymous Anônimo Disse...

" Se todos fossem iguais a voce... "
Mechedes, seu escrito me faz lembrar essa famosa musica.
Isso eh que eh Lealdade de um empresario que se solidariza com um dos fornecedores na hora do aperreio.Um brinde a sua Cerpinha geladissima. aah!!
Abraco do filho de outro fa seu .

Romolo Caire

27 janeiro, 2008 12:14  
Anonymous Onizes Araujo Disse...

E não me venha com outra !
Sai aí uma Cerpa bem gelada.

27 janeiro, 2008 15:06  
Anonymous Anônimo Disse...

Deve ser este costume antigo dos paraenses de desmerecer o que é nosso que as pessoas falam tão mal da cerpa 600ml e do Mascote.
Dois exemplos da mais alta qualidade qualidade paraense.

28 janeiro, 2008 09:06  
Anonymous Anônimo Disse...

Pelo jeito o Meschede viaja legal... Muito sinceramente, além da cerveja cerpa, você deveria substituir ou animar melhor a programação cultural do seu Bar, que tem um dos melhores pontos da cidade e é de verdade desastrosa. Acho que as pessoas só vão lá por causa da vista do Tapajós e nada mais. Um dia desses fui lá e tinha um cantor que o Meschede deve ter dito à ele algo parecido quando quer nos convercer que a cerpa é boa: Você canta! E o rapaz acreditou e começou a berrar nos ouvidos dos frequentadores.
Santa Paciência, santa santarém!

28 janeiro, 2008 09:45  
Anonymous Anônimo Disse...

CERVEJA É OUTRA E NÃO ME VENHA COM OUTRA.

E pronto!

28 janeiro, 2008 10:47  
Anonymous Anônimo Disse...

Meschede é super simpático e ama Santarém e o Pará como poucos. O Mascote é o local onde se come e bebe melhor em Santarém. A CERPA é uma merda. Ponto.

28 janeiro, 2008 11:26  
Anonymous Anônimo Disse...

meu pai eterno!!..sou paranse e nem por isso devo me convecer de que a cerpa é boa,aliás é uma questão de paladar,dizer que a cerpa boa e dar murro em ponto de faca,não é a tôa que ela é a mais barata da cidade..cerpa ao contrário...ATÉ OS PARANESES RECUSAM ESSA CERVEJA.

abraços...viva s skol,antarctica!!!

28 janeiro, 2008 15:36  
Anonymous Anônimo Disse...

É meu caro Calos Meschede, gosto não se discute mesmo. No fundo lamenta-se.

28 janeiro, 2008 21:05  
Anonymous Anônimo Disse...

Cerpa, Mascote, Lira Maia e Maria do Carmo são coisas paraenses e por mais que se queira apelar para o baihismo, não há como negar que são grandes porcarias que acabam fazendo sucesso sabe-se-lá porque.

28 janeiro, 2008 21:28  
Anonymous Anônimo Disse...

Como não sou funcionário nem da AMBEV, nem da SCKIN, nem da KAISER, muito menos da CERPA... posso dizer que minha cerveja é CERPA sim! Não sou consumidor de mídia, sou consumidor de CERVEJA.

Bebedor de CERPA

28 janeiro, 2008 21:54  
Anonymous Anônimo Disse...

sou representante cerpa em são paulo, e a cerpa é muito bem aceita e elogiada nos melhores restaurantes de são paulo. Trabalho no itaim bibi, morumbi etc um dos bairros mais chiquis de são paulo.Não é pq sou funcionário cerpa, mas quem disse que a cerpa não presta não sabe o que está falando. A cerpa é ótima

18 novembro, 2011 15:48  

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