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Jeso Carneiro

Santarém (Tapajós, Amazônia) e cercanias - fatos, fotos e opiniões.



sábado, novembro 10, 2007

Isoca, 95 anos

No próximo dia 17 - portanto daqui a 7 dias -, o calendário acusará o nascimento do maestro santareno Wilson Fonseca, o Isoca. Se vivo, ele completaria 95 anos.

A partir de hoje, até o dia do aniversário de um dos talentosos artistas que esta terra já produziu, o blog irá disponibilizar aos seus exigentes leitores uma - e às vezes duas - composições que ele criou. A ajuda do compositor Vicente Malheiros da Fonseca, filho do maestro, foi inestimável para que essa iniciativa se concretizasse.

Para cada música aqui postada, Vicente fará um breve comentário sobre ela. Como o novembro é mês de nascimento e morte de um outro grande músico da família Fonseca, José Agostinho, as homenagens se estenderão a ele.

A música que abre a seção Isoca, 95 anos é o Hino de Santarém, cuja ficha técnica é a seguinte:

. Hino de Santarém (1941/1948)
Música: Wilson Fonseca; letra: Paulo Rodrigues dos Santos;
Interpretação: Coral e Orquestra Jovem Wilson Fonseca, com regência do maestro José Agostinho da Fonseca Neto (Tinho)
Fonte: CD Sinfonia Amazônica (volume 1), 2002.

Ouça!



Comentário de Vicente Fonseca:

A música do Hino de Santarém foi composta por Wilson Fonseca (Isoca) em 1941, sob título de “Santarém”, sem nenhuma letra, destinada à abertura das apresentações festivas e cívicas da orquestra “Euterpe Jazz”, fundada por seu pai, José Agostinho da Fonseca e então dirigida pelo próprio Isoca.

No ano de 1948, quando se comemorava o primeiro centenário de elevação da “Pérola do Tapajós” à categoria de cidade, o compositor pediu ao poeta Paulo Rodrigues dos Santos que elaborasse a letra da música, que já se tornara familiar aos santarenos.

Letra e música foram publicadas no “Álbum do Centenário de Santarém”, editado em 1948, pelo então prefeito Adherbal Tapajós Caetano Corrêa. O hino foi oficializado a partir de Projeto de Lei apresentado pelo vereador Edson Sirotheau Serique e convertido na Lei Municipal nº 245, de 22.10.1971, sancionada pelo prefeito Everaldo de Sousa Martins.

A peça tem partituras para Orquestra, Banda, Coro a 4 vozes mistas e transcrições para Piano solo e Piano a 4 mãos. No livro “Meu Baú Mocorongo” (v. 2, p. 544), Wilson Fonseca conta que “após a sua oficialização em cujo ato fizeram-se presentes o governador do Pará e o prefeito de Santarém [em solenidade realizada na Câmara Municipal, em 23.10.1971], o hino foi gravado no Rio de Janeiro em disco compacto, numa interpretação conjunta do ‘Coro da Rádio Ministério da Educação e Cultura’ e ‘Orquestra Sinfônica Nacional’, sob a regência do maestro Nelson Nilo Hack, disco lançado pelo governador Fernando José de Leão Guilhon, no encerramento da ‘Semana de Santarém’ levada a efeito no ‘Teatro da Paz’, em Belém, no período de 23 a 27 de outubro de 1972”.

Foram realizadas diversas gravações do hino, inclusive pela Orquestra Jovem e Coral “Maestro Wilson Fonseca”, no CD “Sinfonia Amazônica” (volume 1, lançado em 2002), sob a regência do Maestro José Agostinho da Fonseca Neto. A primeira frase do belo “Hino de Santarém” (“Santarém do meu coração...”) foi sugestão dada pelo próprio Wilson Fonseca ao ilustre parceiro e poeta Paulo Rodrigues dos Santos.

Letra do Hino de Santarém:

Santarém do meu coração!
Terra mimosa, de paz e de sonhos de amor.
Santarém do meu coração!
Lindo jardim, vivaz canteiro do Céu todo em flor.
Santarém, princesa da luz,
De praias alvas e campinas verdes, rio de anil,
Onde flutuam iaras mil,
Loucas, ao léu na onda azul.
Santarém, meu jardim, meu Pará, Meu Brasil.

Flor das margens virentes,
Formosas, ridentes,
Do meu Tapajós azul
– Azul como o Céu –
Quero cantar meu torrão, Santarém,
Terra de encantos, de amor e de luz,
Onde o Cruzeiro sem véu
Espelha a sombra da Cruz
No Céu.

1 Comentarios:

Anonymous Anônimo Disse...

Caro Jeso,

Parabens pelas comemorações dos 95 anos do maestro. Pessoa simples, talentosa e orgulho
dos santarenos. Vale a pena ser lembrado e comemorado o seu aniversário com essa bela
homenagem.

Um grande abraço

Aldo Queiroz

11 novembro, 2007 07:45  

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