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Jeso Carneiro

Santarém (Tapajós, Amazônia) e cercanias - fatos, fotos e opiniões.



terça-feira, setembro 04, 2007

Clareza

O leitor Luiz Aurélio Imbiriba comenta o post Trabalho é a cor do sucesso:

Prezado Jeso,

Quero parabenizar o Sebastião pela clareza, objetividade e simplicidade colocadas em sua opinião sobre o assunto.

Aliás, poderia ele ter ampliado à exaustão sua relação de pessoas de outras raças que obtiveram e obtém sucesso unicamente pelo seu trabalho e talento, quase todas invariavelmente vindas das classes que formam a base da pirâmide social desse Brasil desigual.

Lógico que o tema é bem mais complexo e abrangente para ser enfocado somente com esse ponto de vista do Sebastião, mas convenhamos que essa posição é corroborada por grande parte da população.

4 Comentarios:

Anonymous Anônimo Disse...

Para os que desconhecem os 20 anos de sucesso da cantora Margareth Menezes.

Américo Salgado Jr.

Cantora desde a infância, começou a compor e tocar violão na adolescência, na Bahia. Iniciou-se profissionalmente cantando em casas noturnas e, durante o carnaval, em trios elétricos. Trabalhou em diversas peças de teatro na década de 80 como "Inspetor Geral" (Gogol) e "Menino Maluquinho" (Ziraldo). Seu primeiro show solo, "Banho de Luz", estreou em 1985 e recebeu o Troféu Caymmi de melhor intérprete. Dois anos depois recebe outro Troféu Caymmi, dessa vez de show do ano, pelo espetáculo "Beijo de Flor".

Em 1988 gravou o primeiro disco, "Margareth Menezes" (Polygram), que obteve grande sucesso no exterior antes de estourar no Brasil como representante da vitalidade da música baiana. Dona de uma voz possante, excursionou com o norte-americano David Byrne pela Europa e Estados Unidos em 1989 e 1990, cantando afro-samba-reggae, classificado como "world music" no exterior. Byrne foi o grande incentivador da carreira internacional de Margareth.

Na década de 90 lançou outros álbuns, como "Canto Pra subir", "Kindala", "Luz Dourada" (todos pela Polygram) e "Gente de Festa" (Warner), em que gravou composições de autores contemporâneos da Bahia, e outras de sua própria autoria. Continua se apresentando regularmente no Brasil e no exterior, e possui um trio elétrico na Bahia, durante o Carnaval.

“Tete-à-tete Margareth”, este é o título dado pelo amigo Carlinhos Brown ao CD lançado por Margareth em 2003 pelo selo Estrela do Mar, da própria artista. Gravado ao vivo na Concha Acústica do Teatro Castro Alves em Salvador, contendo 16 faixas, o CD revive grandes sucessos do passado, bem como regravações atuais e algumas inéditas.

O DVD “Festival de Verão Salvador” (Som Livre), foi gravado em janeiro de 2004, dentro da programação da sexta edição do festival que conta com um público passante de mais de 200 mil pessoas por dia. O show da cantora, disponível também em CD, contou com as participações super especiais da sambista Alcione e da Escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

“Pra você” (EMI), álbum mais esperado da carreira de Margareth Menezes, lançado em 2005, foi produzido por Moogie Canazio e gravado no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. O novo trabalho apresenta 10 faixas inéditas, com a participação super especial de Ivete Sangalo, em "Como Tu", a primeira música de trabalho do CD, versão do hit do astro colombiano Carlos Vives; além de Cláudio Zoli, em "Só Eu e Mais Ninguém". Este é um disco bem diferente do estereótipo que se cria em torno dos artistas baianos. A música dançante-carnavalesca está lá, em “Como Tu” e “Abanaê”, mas o disco tem muito mais. Margareth Menezes passeia por romantismo (“Versos de Amor”, “Contra o Tempo”), samba (“Pra Você”, “Boléia Brasil”), pop-eletrônico (“Miragem na Esquina”) e black music (“Só Eu e Mais Ninguém”, “Mesmo Assim”, “Chama Ele”).

04 setembro, 2007 08:54  
Anonymous Anônimo Disse...

Acho que faltou ao advogado Sebastião Silva questionar como garantir trabalho digno e capaz de ascensão social sem a garantia de uma universidade de qualidade. Como fugir dos estereótipos sem auto-estima.
O discurso é correto, mas utópico e nós, negros, precisamos de pragmatismo. Queremos quebrar o círculo vicioso da miséria e do descaso.
Não podemos esperar que um dia o Governo melhore as escolas públicas, por exemplo, para igualar possibilidades.
Precisamos já de um regime de cotas que, mais do que garanta privilégios, iguale possibilidades.

04 setembro, 2007 14:40  
Anonymous Anônimo Disse...

De se perguntar, então:

E os brancos pobres; os índios e os de outras raças não seriam também merecedores de um regime de cotas, para a garantia da igualidade das possibilidades reclamadas?

A prevalecer essa linha de raciocínio, teríamos que estipular cotas para todo tipo de diferenças entre as pessoas, raças, credos etc.

Não seria absurdo dizer que a estipulação de cotas seria, por si só, uma forma de discriminação e/ou preconceito.

04 setembro, 2007 22:02  
Anonymous Anônimo Disse...

Não seja por isso caro anônimo das 14:40. Se ler novamente o que eu escrevi encontrará a palavra mágica.
Repito: " Por que não estimulam a se desenvolver como qualquer japonês, coreano, israelense ou mexicano? Trabalhando, estudando e vencendo obstáculos com competência e não com "movimento dos quadris negros" é que um dia poderemos pensar em ter respeito."

A única garantia que um japonês, aborígene, indiano, paraibano, escocês ou argentino tem de que vai ter alguma chance na vida é através da educação.

Atenção para não cair nas armadilhas da língua. Educação não significa estudo universitário. O mai branco dos brancos que resolver ir para uma destas "universidades" que distribuem diplomas sem avaliar a capacidade do aluno não terá jamais garantia de que terá ascenção social. Vou além. Universidade não é sinônimo de sucesso profissional. Não adianta nada colocar todos os negros ou índios do brasil em universidades se a eles não foi proporcionada uma base educacional digna por toda a vida. É por isso que deve lutar o movimento negro, por igualdade na base e não no topo. Se querem ter dignidade perante a sociedade, lutem para que seus filhos e netos tenham a mesma capacidade de competir com outros de "outra cor" através de escolas de alto nível e não pedindo para serem privilegiados no acesso ao ensino superior pela cor de suas peles.
Se não podem esperar que o governo melhore as escolas públicas e querem "furar a fila" porque são negros, começam a dar um péssimo exemplo e a indicação de que não querem resolver os problemas da nação e sim os seus próprios.
O "movimento negro" está copiando um modelo americano de tentativa de inclusão só que esquece que lá todos estudam em escolas básicas com os mesmo padrões de qualidade. Aqui não!
Igualemos pois as possibilidades na raiz e não no topo.


Sebastião Silva

05 setembro, 2007 10:42  

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